A culpa morreu solteira

Mais uma vez a culpa morre solteira neste país e os intervenientes são chutados para o alto e enviados em “missão estratégica” para a longínqua, distante, nublada Europa.
É inacreditável que a pessoa que falhou rotundamente como presidente do orgão de fiscalização e supervisão bancária em Portugal se escape assim, sem nenhuma responsabilização e ainda por cima premiado em mais €3,700 por mês face ao anterior ordenado e alcavalas (a somar à reforma que vai receber do anterior emprego), e ainda por cima vai para o cargo da supervisão.
É a travesssia dourada de mais um dos grandes deste país.
Se fosse um qualquer administrador de uma qualquer empresa séria tinha sido demitido e, eventualmente, processado; assim permite-se às declarações mais fantásticas como se nada se devesse a ele e como se não tivesse nenhuma responsabilidade em coisa absolutamente nenhuma do que se tem passado nestes últimos anos em Portugal.
Na política nacional já nem conta nem interessa; agora já só há a preocupação de negociar o próximo a ocupar a cadeira pública mais bem paga do país e arredores.
E foi “eleito” pelos eleitos desta Europa! E ainda querem que as pessoas acreditem na Democracia e participem. Muito pouca Ética. Muito pouca Transparência. Muito pouca Accountability. E como tudo isso nos parece cada vez mais importante antes que tudo naufrague no descrédito total…
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2 Comments to “A culpa morreu solteira”
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Lopo,
esta nomeação do Constâncio não só descredibiliza Portugal, mas sobretudo descredibiliza a Europa pós-Tratado de Lisboa
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Pois! Se isso ainda for possível.
Aproveito para deixar aqui um outro artigo interessante, que paralelamente tem a ver com a pessoa em apreço acima, que saiu no New York Times recentemente.
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