A ética e a integridade nas crises
Esta crise está a ser muito proveitosa para alguns. Enquanto que os lucros da banca e outras grandes multinacionais se mantém em níveis aceitáveis — quando não aumentam — prosseguem os prémios e ordenados escandalosos de gestores de topo e gestores semi-públicos e os bailouts à custa do dinheiro dos contribuintes não mostram sinais de estarem a ser recuperados — antes pelo contrário — enquanto os impostos e a inflação real aumentam.
Agora vem o patronato português mais uma vez à carga — desta feita a reboque dos exemplos que lhe convém — “sugerindo”, novamente e com renovado vigor, que as contratações e despedimentos deviam ser liberalizados, que os ordenados deviam ser reduzidos e que as indemnizações por despedimento deviam também ser reduzidas de trinta para vinte dias.
E porque não recuarmos ao início da Revolução Industrial?
Ou até aos tempos medievos da servidão?
Qualquer dia pedem-nos que aceitemos a escravatura pura e dura!
A verdadeira, que a nossa situação já é quase semelhante à da fotografia acima em que os escravos eram libertos mas na verdade não gozavam essa Liberdade.
Esta crise foi criada pela ganância e pela cobiça e não se vêm medidas nenhumas para acabar com as mesmas. Nada mudou nas mentalidades reinantes.
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