A culpa morreu solteira

Mais uma vez a culpa morre solteira neste país e os intervenientes são chutados para o alto e enviados em “missão estratégica” para a longínqua, distante, nublada Europa.

É inacreditável que a pessoa que falhou rotundamente como presidente do orgão de fiscalização e bancária em se escape assim, sem nenhuma responsabilização e ainda por cima premiado em mais  €3,700 por mês face ao anterior ordenado e alcavalas (a somar à reforma que vai receber do anterior emprego), e ainda por cima vai para o cargo da supervisão.

É a travesssia dourada de mais um dos grandes deste país.

Se fosse um qualquer administrador de uma qualquer empresa séria tinha sido demitido e, eventualmente, processado; assim permite-se às declarações mais fantásticas como se nada se devesse a ele e como se não tivesse nenhuma responsabilidade em coisa absolutamente nenhuma do que se tem passado nestes últimos anos em Portugal.

Na política nacional já nem conta nem interessa; agora já só há a preocupação de negociar o próximo a ocupar a cadeira pública mais bem paga do país e arredores.

E foi “eleito” pelos eleitos desta Europa! E ainda querem que as pessoas acreditem na e participem. Muito pouca Ética. Muito pouca . Muito pouca . E como tudo isso nos parece cada vez mais importante antes que tudo naufrague no descrédito total…

About the author

Lopo Lencastre de Almeida Entrepreneur. Project Manager, Web Strategist and Application Developer. Particularly interested in client / server systems and design of relational databases, Usability, UX and Accessibility, Security, Authentication and authorization in distributed software development. Always keen to be part of interesting projects, particularly in the spirit of FLOSS. Also interested in governance, ethics and transparency.

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Note: this article was last updated in March 2nd, 2010

2 Comments to “A culpa morreu solteira”

  1. João Soares 16 February 2010 at 19:37 #

    Lopo,
    esta nomeação do Constâncio não só descredibiliza Portugal, mas sobretudo descredibiliza a Europa pós-Tratado de Lisboa

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  2. Lopo Lencastre de Almeida
    Lopo Lencastre de Almeida 16 February 2010 at 20:00 #

    Pois! Se isso ainda for possível.

    Aproveito para deixar aqui um outro artigo interessante, que paralelamente tem a ver com a pessoa em apreço acima, que saiu no New York Times recentemente.

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