Visões Positivas para a Biodiversidade

Mais de 200 pessoas de todo o mundo reunidas para criar uma visão positiva para o futuro e definir as mudanças necessárias e urgentes

– De 16 a 17 de Novembro, mais de 200 participantes de 43 países estiveram reunidos no encontro “Visões Positivas para a ” promovido pela Presidência Belga da , com o apoio do EPBRS (Plataforma Europeia de Estratégia em Investigação de Biodiversidade). Pessoas de formações e sectores de actividades muito variados, bem como especialistas como , o líder do estudo internacional “A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade”, estiveram presentes enquanto participantes. A também esteve presente.

Visões Positivas para a Biodiversidade
Um exercício democrático e interactivo

O encontro foi facilitado pelo , uma organização sem fins lucrativos, usando o seu modelo 21st Century , que recorre a equipamento de votação electrónica com feed-back imediato que permite a priorização de ideias. Durante o curso de dois dias, os participantes desenvolveram assim um “quadro de visão”, definindo primeiro grandes temas para a visão, nomeadamente relacionados com governação, gestão do território, população humana, tecnologia, energias renováveis, produção de alimentos, produção e consumo sustentáveis, mudança do paradigma económico, valores e comportamentos harmoniosos e a integração da biodiversidade nos vários aspectos da vida.

Concurso de Cartoon promovido pela organização: Julie Buttier (1º lugar)

Mudanças que é preciso fazer
Para cada tema definido os participantes elaboraram propostas para mudanças significativas a atingir, que foram numa segunda fase priorizados por uma votação que seleccionou 20 consideradas mais importantes, de onde referimos algumas:

  • Para a mudança do paradigma económico, terá de haver uma total internalização total de custos sociais e ambientais nos serviços e produtos, incluindo alimentos.
  • Deverá criar-se espaço para diferentes paradigmas económicos, não apenas focados no crescimento, exploração e acumulação.
  • Os custos sociais e ambientais deverão ser sempre contabilizados na produção e uso de energia.
  • Deverá atingir-se 100% de energia renovável em 2050 pelo menos na UE.
  • Um grande enfoque deve ser dado na educação das gerações mais jovens, mais baseada na descoberta e experimentação e que inspire e prepare os alunos para compreender a biodiversidade e torná-la parte da sua vida.
  • Os serviços dos ecossistemas devem ser integrados no planeamento de áreas urbanas e peri-urbanas, para um melhor bem estar das pessoas.
  • Cada concelho e cidade deverá dotar-se a curto prazo de um centro de recursos em biodiversidade, com um plano de acção e educação.
  • Toda a e aquacultura deverá torna-se sustentável durante os próximos 20 anos.
  • Deverão ser criados corredores entre áreas protegidas para uma melhor adaptação às alterações climáticas.
  • Deverá legislar-se de modo a permitir à comunidades locais um benefício directo da conservação da natureza.
  • Deverá desenvolver-se mais tecnologia sustentável inspirada na natureza.

O seguimento deste encontro e o papel da investigação
Cada participante assumiu no final do encontro compromissos muito concretos, como por exemplo a redução de consumo a nível pessoal, a alteração de hábitos alimentares, passar as mensagens em redes sociais ou até de tornar-se embaixador destas Visões Positivas para a Biodiversidade. Os resultados do encontro foram debatidos logo nos dias seguintes num evento complementar pelo EPBRS, no sentido de procurar integrar os resultados em novas orientações de investigação na UE.

Visões Positivas e a meta não atingida de 2010
A discussão realizada nos dois primeiros dias permitiu colocar em evidência que existe já uma consciência clara de que o paradigma económico actual não é sustentável. De facto, de acordo com o último Relatório Global Out-look*, um dos três objectivos globalmente não atingidos pelas Partes Signatárias da Convenção da Diversidade Biológica, para atingir a meta de Travar a Perda de Biodiversidade em 2010 foi: “Reduzir o Consumo Insustentável de recursos biológicos ou que têm impactes sobre a biodiversidade”. Esse terá de ser um dos grandes desafios a assumir já durante a próxima década, até 2020.

Mais informações e Relatórios Preliminares no site oficial.
Fotografias na página do Facebook.

* Secretariat of the (2010) Global Bodiversity, Outlook 3 – Executive Summary. Montréal, 12 pages

Texto adaptado do comunicado de imprensa da Quercus ANCN de 19 de Novembro de 2010

About the author

Paula Lopes da Silva Graduated in Biology, with training in Quality and Management. Project coordinator at Quercus ANCN. Civil servant at Moita Municipality. Environment activist, ex-board member in national and european NGOs. Also interested in good governance, transparency and accountability of NPOs. Likes history and historical recreation, drawing, cartooning and performing. Roman Catholic.

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