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Propus, mais os meus sócios da altura — isto há mais de doze anos — a um grupo de investidores, um projecto igual a este para Portugal; mas com a possibilidade de expansão ao mercado lusófono a médio prazo.

Na altura as máquinas de POD eram muito caras e em Portugal só havia uma editora que tinha uma para fazer pequenas quantidades de manuais escolares. O investimento total inicial orçava a menos de 80.000 contos — hoje em Euros seria algo como 16.038.560.000, se as máquinas não fossem muito melhores e não custassem quase metade — mas dado que a média de exemplares publicados em Portugal seria sempre menor do que 2.000, os ganhos com  a redução de perdas e armazenamento seriam imensamente vantajosos. Tudo o que fosse produção muito acima deste valor mantinha-se o método antigo.

Acharam loucura. “Visionários”, “desnecessário”, “muito caro”, “retorno imprevisto” – respostas dadas pelos consultores nacionais dos investidores nacionais. Gente de “canudo” em várias áreas, está bem de ver.

Propus novamente esta ideia há alguns anos, mais coisa menos coisa, em moldes idênticos mas ainda com maior incidência no uso da internet — antes ainda de ter aparecido a Lulu.com. Inútil dizer  o tipo de não respostas que obtive novamente.

É triste que este projecto “português” acabe por ser, afinal, espanhol.
É realmente triste ser-se empreendedor nesta lusa terra.

E este não é um lamento exclusivamente meu. Apesar do trabalho do Francisco Banha, e da nova legislação que apoia os Business Angels, a realidade continua a ser triste e a capacidade de arriscar verdadeiramente no que parece por vezes uma loucura ainda é uma miragem. Até de empreendedores com projectos bem mais simples se ouve o mesmo lamento… excepção feita à continuada amoralidade das so-called Spin-Off universitárias.

  1. E este projecto tinha mesmo um PLANO DE NEGÓCIOS e tudo, o que nos custou umas “lecas” na altura.

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